De Quanta Terra Precisa o Homem

Lev Tolstói

13.50

Sinopse

Um texto breve e magistral, que atravessa gerações e continua a interpelar o leitor com a mesma clareza implacável: no fim, tudo se reduz à medida exata da nossa existência.

Pakhóm é um homem simples, mas inquieto. Trabalha a terra, conhece o esforço e o valor do pão, mas carrega dentro de si um desejo que nunca repousa: possuir mais. Mais campos, mais horizontes, mais segurança. a cada conquista, porém, a terra parece encolher, e o coração tornar-se ainda mais insatisfeito.

Quando lhe surge a possibilidade de conquistar toda a terra que conseguir percorrer entre o nascer e o pôr do sol, Pakhóm entrega-se a uma corrida silenciosa contra o tempo, o corpo e a própria consciência. O dia avança, o sol inclina-se, e a ambição transforma-se num fardo tão pesado quanto a terra que ele deseja possuir.

Com a sobriedade e a lucidez que marcam a sua obra, Tolstói constrói uma história de aparente simplicidade e profunda força simbólica, onde, a cada passo, ecoa uma pergunta essencial: quanto é o suficiente para um homem? No desfecho, inevitável e fulgurante, revela-se a verdade última: austera, humana e eterna.